domingo , julho 23 2017
Últimas Notícias

Crítica – Battleship: A Batalha dos Mares

Infelizmente chega às telonas a nova continuação de Transformers… Opaaa!!! Mil desculpas pessoal, esse aqui é um outro filme, mais conhecido como Battleship: A Batalha dos Mares e dirigido por Peter Berg (Bem Vindo à Selva, O Reino). A comparação com a trilogia dirigida por Michael Bay (A Rocha, Armageddon) é válida pois este aqui copia descaradamente tudo que há de mais ruim nos filmes dos robôs gigantes, e pra piorar a situação, também é baseado em uma coleção de brinquedos da Hasbro (Batalha Naval).

Composto por piadas de péssimo gosto, atuações horrendas, história pífia e cenas de ação genéricas, Battleship chega aos cinemas para nos mostrar o quão burro o cinema hollywoodiano anda ficando. É clichê pra tudo quanto é canto nessa joça de filme, a impressão que tal filme nos dá é de que a dupla de roteiristas Erich e Jon Hoeber (Terror na Antártida, Red – Aposentados e Perigosos) não sabiam como adaptar uma história baseada em um jogo de tabuleiro, sendo assim, utilizaram a proposta que Michael Bay apresentou na Trilogia Transformers (2007-2011): muita piada sem graça, história mínima (quase nada ¬¬) e ação ininterrupta. A mistura certeira para um grande sucesso de bilheteria, é só ver grandes exemplos de porcarias atuais que arrebentaram nas arrecadações como, Norbit (2007), Trilogia Alvin e os Esquilos (2007-2011), todos os filmes do Adam Sandler, Anjos da Noite: O Despertar (comédia involuntária mesmo-2012), Os Smurfs (2011), 2012 (2009), Skyline (2010), entre muitas outras bombas que estreiam mundo afora. Verdade meus queridos leitores, a incompetência foi tão grande com Battleship que nem mesmo existe caracterização de personagem, temos apenas um amontoado de combatentes que você provavelmente não vai dar a mínima se eles vão morrer ou não durante a guerra contra os alienígenas.

A ruindade impera neste longa, vejam só a história (se é que existe alguma): No ano de 2005 a NASA descobre um planeta distante com as mesmas condições ambientais da Terra e decide enviar um sinal poderoso de dentro um centro de comunicação instalado nas montanhas do Hawaii, que irá acionar um satélite em órbita e por fim lançará a desejada mensagem. Neste mesmo ano nós conhecemos o protagonista Alex Hopper (Taylor Kitsch) e seu irmão Comandante Stone Hopper (Alexander Skarsgård). Os dois estão num bar e logo Alex entra em problema por causa de um burrito e uma mulher (em uma das cenas mais idiotas do filme), e com esse comportamento grosseiro e imaturo de Alex, seu irmão mais velho decide levá-lo à Marinha para que o mesmo cresça como pessoa e aprenda a ser responsável. Pulando para o ano de 2012, nós revemos Alex como o tenente do Contratorpedeiro John Paul Jones e namorando a garota do burrito chamada Samantha (Brooklyn Decker), enquanto Stone comanda o Sampson. Juntamente com um navio japonês, eles partem para um série de exercícios comandadas pela alta classe da Marinha, mas, mal sabem eles que cinco naves alienígenas estão chegando para destruir a Terra depois daquele sinal que foi transmitido à 7 anos atrás, assim, uma grande batalha começa a ser travada no meio do mar.

Eu poderia afirmar que à partir daí começam os clichês do filme, mas não. Os clichês existem desde a cena de abertura e só pioram conforme o filme vai prosseguindo com a “história”, e não são apenas clichês como frases de efeito, atuações exageradas e cenas de ação não, temos até “referências” (está mais para cópia) à outros diretores estabelecidos no gênero da ficção-científica como J.J. Abrams (Super 8, Star Trek), fazendo uso e abuso dos conhecidos lens flares (efeito de luz) que o mesmo usa (até flares na água nós temos em Battleship, ridículo); a destruição em alta escala de Rolland Emmerich (Independence Day, O Dia Depois de Amanhã) e do já citado Michael Bay; e a utilização de alienígenas alérgicos ao nosso planeta já visto em filmes como Guerra dos Mundos (1953/2005) e Sinais (2002). Tal filme carece de um momento surpresa e de uma história que preste para nos deixar motivados ao ver aquele bando de militares morrendo aos montes com os ataques dos alienígenas, e se a história deixa muito à desejar, imagine só as atuações sofríveis que o mesmo contém. Taylor Kitsch que mostrou à que veio no ótimo e fracassado John Carter: Entre Dois Mundos (2012), entra no piloto automático como o delinquente e posteriormente herói Alex Hopper; o mesmo posso falar de Liam Neeson (A Perseguição, A Lista de Schindler) que não serve para nada nessa porcaria (bom, ele está aqui para o protagonista pedir a mão da filha do capitão em casamento, e só ¬¬), aparecendo apenas no começo e no final mostrando um verdadeiro desperdício na arte de atuar, eu fiquei foi com pena de o ator ter participado disso aqui; Alexander Skarsgård (Melancolia, Série de TV True Blood) faz o possível para se manter na trama, mas é logo descartado na primeira hora (como se ninguém soubesse que isso fosse acontecer); Brooklyn Decker (Esposa de Mentirinha) só está no filme porque é bonita, ou seja, é a nova Megan Fox/Rosie Huntington-Whiteley.

E então chegamos na cantora Rihanna em seu primeira incursão como atriz, olha, vou dizer o que falei ao terminar a sessão do filme: Rihanna, você pode voltar a ser cantora ok!! A personagem que a pseudo atriz faz é uma das coadjuvantes mais chatas que já vi no mundo dos cinemas (assim como o personagem Costa do filme de comédia Projeto X), e olha que ela aparece por muito tempo no filme, o que só fez piorar minha experiência ao assisti-lo. Pelo jeito mais filmes virão para a nova “atriz”, Jesus amado tenha piedade de nós (vamos precisar muito). Nem tudo é ruim em Battleship, ele tem lá seus méritos, pra falar a verdade são apenas dois hehehe. O primeiro é que o diretor Peter Berg decidiu não lançá-lo na moda do momento, o afetado formato 3D, e segundo é que tal filme tem uma cena que remete ao jogo de tabuleiro em que o mesmo foi baseado, embora essa cena dure no máximo 10-15 minutos. Com um orçamento de 200 milhões de dólares existe a preocupação do estúdio em saber se o filme conseguirá cobrir a excessiva quantia que foi gasta, lembrando que tal filme vai estrear nos Estados Unidos no dia 18 de maio (isso mesmo, aqui no Brasil e em outros lugares do mundo estreou antes). Embora já tenha arrecadado 215 milhões de dólares mundialmente, a produtora tem a tremenda esperança de que Battleship será um sucesso arrebatador (Os Vingadores que se segurem hahaha), e se acontecer o contrário, a fama de pé frio que Taylor Kitsch está tendo será finalmente concretizada. Bom, por mim pode fracassar, não me importo com esse besteirol ambulante.

Nota: 4,5

Obs:

*Tem uma cena extra após os créditos finais.

Trailer Oficial 01:

Trailer Oficial 02:

Trailer Oficial 03:

Featurette – Planeta Goldilocks:

Sobre Intolerável

Cinéfilo, amante da 7ª Arte, crítico de cinema, e diretor e produtor de alguns curtas-metragens! XD!
Scroll To Top