domingo , julho 23 2017
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Crítica – Apollo 18

Apollo 18 é mais um filme no estilo found footage/documentário falso/mocumentário, ou seja, nós temos mais do mesmo aqui, com a diferença de que o filme é de ficção-científica com uma pitada de suspense. Para ser sincero, já estou ficando um pouco estagnado com esse estilo de filme e tenho algo para confessar: Apollo 18 me deu sono.

Começou no longínquo ano de 1980 com a estréia de Cannibal Holocaust, filme proibido em mais de 50 países (embora isso seja algo hipotético), porque as pessoas pensaram que tudo que se passava na tela era verdade (snuff movie), e na verdade não passava de uma mentira. Rolou até caso de justiça quando o filme estreou em alguns países (contém cenas de canibalismo, violência a animais, mortes brutais, entre outras coisas belas). Passados 19 anos (1999), estréia A Bruxa de Blair, e sem sombra de dúvidas esse foi o boom do sub-gênero documentário falso (found footage), arrecadando absurdos 248 milhões de dólares em um orçamento de 500 mil dólares. Depois desse, vieram vários filmes nesse estilo de filmagem, indo do ruim ao regular e poucas vezes do bom ao ótimo, na sua grande maioria produções do gênero terror/suspense.

E porque fazer filmes no estilo documentário falso? Simples, o retorno financeiro é muitíssimo favorável, como vocês leram no parágrafo acima os filmes são feitos com orçamentos mínimos, o que leva a crer que se o sucesso for mediano, ainda assim o filme continua lucrando. Apollo 18, por exemplo, teve um orçamento de 5 milhões de dólares, não arrecadou tanto nas bilheterias e mesmo assim saiu lucrando, 17 milhões de dólares até agora, mais que o dobro de seu orçamento. E é justamente nesse ponto que está o erro desse tipo de filme, a idéia dos produtores é do lucro e não do valor de produção, o que acaba deixando tal obra um pouco dispersa, com clichês no seu maior nível. Câmeras tremidas, personagem que começa bom e fica ruim durante a projeção, final em aberto e poucas explicações. Mais clichê do que esses tópicos que eu citei, impossível.

Apollo 18 conta uma história que se passa na época das corridas espaciais entre os EUA e Rússia, que começou em meados dos anos 60 e terminou no começo dos anos 70. No filme, os tripulantes da missão Apollo 18 (oficialmente cancelada pela NASA nos anos 70), recebem um aviso de que o cancelamento de tal missão foi descartado e eles iriam sim para a Lua em sigilo, sem que nenhum americano ficasse sabendo. Os 3 tripulantes da Apollo 18 mentem para suas famílias e para toda uma nação e partem para a Lua, a fim de fazer pesquisas e voltar com algumas respostas que não foram totalmente respondidas. Ao chegar lá, coisas estranhas começam a acontecer, eles ouvem ruídos estridentes, vêem vultos, miragens, sentem presenças, e estão com muito medo do que pode vir a acontecer com eles. Basicamente a história do filme é essa, claro que tem mais alguns detalhes aqui e acolá, mas eu não quero tirar a graça de vocês, meus queridos leitores.

Bom, Apollo 18 tem lá seus pontos positivos e negativos, ainda acho que os pontos negativos prevalecem durante a sessão. Pontos positivos para a produção do filme, com um orçamento de filme independente (para os padrões Hollywoodianos, claro), para os sets de filmagens, e pelos efeitos especiais que estão bem feitos (ainda que eu não tenha conseguido ver muita coisa por causa da câmera tremida). Os pontos negativos são as já citadas câmeras tremidas, ritmo chato e insosso do filme, que me fez bocejar umas 10 vezes durante a projeção, atuações medianas, entre outros fatores. Um filme bastante regular, não recomendo, mas se você estiver muito, mas muito curioso, vá assistir. Do contrário fiquem em casa que vocês ganham mais.

Nota: 5

Obs:

*Foi produzido por Timur Bekmambetov (Os Guardiões da Noite e do Dia, O Procurado) e dirigido por Gonzalo Lopez-Gallego, diretor de primeira viagem.

Sobre Intolerável

Cinéfilo, amante da 7ª Arte, crítico de cinema, e diretor e produtor de alguns curtas-metragens! XD!
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